viernes, 30 de marzo de 2018

FORO 24: NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola

En los documentos (versión en portugués y castellano) podéis encontrar la evolución histórica del Programa Nós Propomos!
Os animamos a participar indicando cómo se aplica este programa en vuestra localidad, o bien haciendo aportaciones sobre otras maneras de ejercer la participación ciudadana desde el ámbito escolar.
Chamamos, pois, a odos os colegas preocupados pela cidadania e pela melhora da aprendizagem escolar a participar neste foro 24.


NÓS PROPOMOS!! A possibilidade da participação cidadã desde a escola
A abertura deste novo foro 24 pretende responder, desde a educação, à dinâmica da globalização e à sociedade do conhecimento, que vem transformar tanto os processos de aprendizagem como o interior das instituições educativas à luz de novas formas de aprender. O Projeto Nós Propomos! é um projeto de cidadania para os jovens e nem tão jovens, que começou em Portugal, em 2011/12, e não para de crescer: Espanha, Moçambique, Brasil e agora inicia sua implementação no Peru e Colômbia. Conta atualmente com mais de 10.000 participantes  e cerca de 40 universidades.
No ano em que o Geoforo comemora dez anos de início de suas atividades é emblemático e necessário continuar refletindo sobre a formação cidadã e o ensino de Geografia em diferentes países do mundo,  sendo o fundador do Projeto Nós Propomos! uma das pessoas que em 2008 também iniciou o Geoforo. O Projeto está diretamente inspirado no compromisso social e cidadão que marca o Geoforo.
Os problemas locais como transporte, resíduos sólidos, poluição das águas, barulho nas ruas, instalação de equipamentos de lazer, têm um reflexo global. Por isso, desde o Geoforo, queremos estimular a outras pessoas que colaboram no Projeto Nós Propomos! ou que o venham a fazer no futuro, a participar deste Foro 24 para que possamos pensar localmente em nossos problemas e propor ações globais que nos permitam alcançar os direitos cidadãos universais. Este foro supõe a primeira reflexão participativa do projeto, trazendo as experiências particulares de desenvolvimento do Projeto nos países em que se localiza.






¡NOSOTROS PROPONEMOS! La posibilidad de la participación ciudadana desde la escuela 

La apertura de este nuevo foro 24 pretende responder desde la educación a la dinámica de la globalización y la sociedad del conocimiento, que entraña transformar tanto los procesos de aprendizaje, como el interior de las instituciones educativas a la luz de las nuevas formas de aprender. El Programa Nos Propomos. es un proyecto de ciudadanía para los más jóvenes y no tan jóvenes, que comenzó en Portugal en 2011 y no ha dejado de crecer: España, Mozambique, Brasil y, ahora, inicia su implementación en Perú y Colombia. Cuenta actualmente con más de 10.000 participantes y cerca de 40 universidades.
En el año en que el Geoforo celebra diez años de sus actividades es necesario continuar reflexionando acerca de la formación ciudadana y la enseñanza de la Geografía en diferentes países del mundo. Además el patrocinador de este Programa también es una de las personas que inició el geoforo en 2008. De esta manera el proyecto está inspirado en los mismos compromisos sociales y ciudadanos del Geoforo
Los problemas locales, como transporte, residuos sólidos, polución de aguas, ruido en las calles, instalación de equipamientos de ocio, tienen un reflejo global. Por eso desde el Geoforo queremos estimular a otras personas que colaboran en el proyecto Nós Propomos!, o que lo pueden hacer en el futuro, a participar en este foro 24 para que podamos pensar localmente en nuestros problemas y proponer actuaciones globales que nos permitan alcanzar los derechos ciudadanos universales. Este foro supone la primera reflexión participativa del proyecto, aportando las experiencias particulares de desarrollo del mismo en los países en que se localiza.

- Para leer texto completo en ambas lenguas pinchar el siguiente link:

5 comentarios:

  1. Estou acompanhando o projeto Nós Propomos por meio das postagens nas redes sociais e nos artigos públicos, sendo o um o artigo “Projeto Nós Propomos: uma proposta alternativa de educação Geográfica na Iberoamérica” apresentado no XIII encontro Nacional de Prática de Ensino de Geografia ocorrido em Belo Horizonte/MG em 2017 e na obra “A extensão universitária como indutora à Cidadania: a experiência do Nós propomos” em 2017. Desta forma estou refletindo a todo instante a teoria e a prática do trabalho com projetos, estudos do meio e ações que tem como objetivo uma cultura da cidadania e uma Geografia crítica, seguindo o grande geografo Milton Santos. A leitura dos textos acima citados e a participação no Grupo de Estudos da Localidade (ELO), vinculado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP), inserido no Laboratório Interdisciplinar de Formação (LAIFE), fez e me faz (re)pensar as práticas pedagógicas com meus oitocentos e noventa alunos semanalmente nas três unidades escolares em que trabalho como professor de Geografia e História. A apropriação da cultura escrita, letrada, culta e popular dos alunos é função da Escola e assim do seu estabelecimento enquanto sujeito humano leitor de mundo. O desenvolvimento do projeto “Nós Propomos” vem no intuito de estimular muitos de nós docentes a rever e reavaliar nossas posturas, práticas e ideias no ensino de Geografia. Incorporar no cotidiano do espaço escolar pensamentos e ações da localidade e da globalização (Glocalidade) e de forma interdisciplinar são fundamentais no trabalho pedagógico para atingirmos uma aprendizagem significativa para e da cidadania. Começaremos em breve a desenvolver o projeto em algumas escolas da região metropolitana de Ribeirão Preto/SP e assim propormos um protagonismo juvenil condizente com uma sociedade complexa e líquida do mundo contemporâneo. Parabéns ao Professor Sergio Claudino, à Professora Silvia e à professora Andrea pelo brilhante pensamento da funcionalidade da Geografia crítica de forma compartilhada e pelas investigações nos vários territórios que estão sendo inseridos o projeto. Estamos paulatinamente montando uma rede de conhecimento e uma comunidade de aprendizagem democrática em que despertaremos nos docentes e estudantes um compromisso com o espaço vivido e sentido. Desta forma com uma ação coletivas e organizadas para causar uma transformação social no espaço produzido pela ação antrópica.
    Odair Ribeiro de Carvalho Filho – Professor de História e Geografia. Docente das redes municipal de Ribeirão Preto/SP e do Centro Paula Souza. Membro do grupo ELO/FFCLRP-USP

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  2. Entendo o projeto "Nós Propomos!" como uma grande ação coletiva promovida por diferentes professores de Geografia e seus alunos em escala ibero-americana e em expansão para a África. Para além da relevância didática, formativa e investigativa que o projeto promove, quero salientar aqui, o significado que possui no âmbito político pedagógico. Explico: estamos vivendo em tempos de retrocessos constantes nas políticas públicas de Educação e ensino. As ciências humanas estão sendo relegadas a um segundo ou terceiro plano. No Brasil, há um desmonte explícito das conquistas sociais relativas a manutenção das escolas públicas e da própria profissão docente. A Geografia tem sido desqualificada ou desmerecida por políticos e gestores que assumiram o poder brasileiro recentemente. A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR que acaba de ser implementada pelo Ministério da Educação no Brasil apresenta a Geografia Escolar num lugar pouco significativo ou mesmo duvidoso. Deste modo, quero ressaltar que o Projeto Nós Propomos! está indo na contramão desse contexto todo. Professores e alunos participantes "nadam" com muita força e vontade no "mar" agitado e golpeado por políticas autoritárias e excludentes. Para mim, participar desse coletivo é uma honra! Parabéns ao Prof. Dr. Sergio Claudino pela iniciativa e energia para dar andamento ininterrupto a esse projeto. Parabéns a TODOS os colegas professores e alunos participantes. Esse é um caminho promissor. Saudações desde o grupo ELO - USP, em Ribeirão Preto-SP, BRASIL. Profa. Andrea Coelho Lastória

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  3. É com muito contentamento que vemos o projeto Nós Propomos como uma potente ideia ao desenvolvimento e ampliação do debate acerca do papel da escola, sobretudo da Educação Geográfica, na preparação dos(as) alunos(as) ao exercício da Cidadania. Vivemos em tempos sombrios quanto a garantia desse que é um direito garantido pelo Artigo 205 da Constituição Federal do Brasil de 1988 e reforçada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei 9394/96).
    Os recentes ataques a democracia e ao Estado de Direito por meio de políticas governamentais seletivas, estão ameaçando o exercício da construção cidadã. As instituições escolares, que tem como uma das missões justamente ser um espaço de debate e reflexão sobre Cidadania, estão enfrentando dilemas de cerceamento quanto ao desenvolvimento de seus escopos.
    O inesgotável sucateamento de escolas da educação básica e das universidades públicas, o movimento “Escola Sem Partido”, a controvérsia Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que retira das Ciências Humanas, incluindo a Geografia, a capacidade de contribuir com a perspectiva de ampliar a “visão de mundo” dos educandos, são exemplos claros e evidentes da contramão proposital que se (en)caminha uma sociedade cada vez mais excluída de seu direito à cidadania.
    É oportuno também destacar que o projeto Nós Propomos, ao extrapolar continentes, torna-se um elo importante no debate de outros aspectos relativos a cidadania. A recente ampliação das migrações populacionais dos chamados países subdesenvolvidos, seja à Europa ou à América, tem exibido tensões a partir de uma xenofobia enraizada no etnocentrismo.
    Tanto o Estado quanto os organismos multilaterais vem proporcionando medidas protecionistas absurdas no intuito de defender o progresso a qualquer custo, minando possibilidades de que as mais variadas sociedades possam organizar-se a fim de colocar em prática uma vida mais ética, justa, sustentável, sobretudo por meio de atitudes cidadãs.
    Por isso, reiteramos a grande oportunidade que temos nesse canal utilitário do GeoForo 24 (com extrema contribuição do projeto Nós Propomos) em debatermos ideias que possam valorizar o a escola, a profissão docente e, principalmente, o Ensino de Geografia.
    Que possamos ampliar nossas discussões nos grupos de pesquisa (destaco neste momento o grande papel do Grupo ELO – Grupo de Estudos da Localidade – vinculado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto - FFCLRP/USP), nos ambientes de trabalho, nas escolas, nas universidades, nas entidades governamentais e não-governamentais, procurando dar sentido e visibilidade a esse tema essencial ao convívio em sociedade: CIDADANIA.

    Luis Guilherme Maturano. Graduado em Geografia. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO/FFCLRP-USP.

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    1. Inicialmente, gostaria de parabenizar pela iniciativa do Projeto Nós Propomos, do Prof. Dr Sergio Claudino e do empenho e participação da Prof. Dr Andrea Coelho Lastoria, que por meio do Grupo de Estudos sobre a Localidade – ELO, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – FFCLRP, da Universidade de São Paulo – USP, promove e incentiva práticas escolares significativas , que vão na contramão de um contexto de desmonte e sucateamento do ensino público brasileiro. Nesse sentido, tive a honra de participar de um projeto de troca de cartas de alunos de 3º ano da rede pública, de dois municípios brasileiros, ou seja, trabalhar o conceito de município de Ribeirão Preto-SP por meio de sua história, localização no Estado de São Paulo, atividades econômicas e composição territorial (área urbana e rural). Depois pedir para os alunos, como uma atividade de ensino, escreverem uma carta para uma criança de Santo Ângelo - RS.
      O objetivo principal de projeto era saber: Por que é importante vir conhecer seu município? Do meu ponto de vista isso é fundamental, pois mostra a importância do ensino de Geografia nos Anos Iniciais, no Ciclo de Alfabetização, diferente do que estabelecem os currículos oficiais, como o do governo do Estado de São Paulo, que retira o ensino de Geografia e História do Ciclo I do Ensino Fundamental.
      Diferente dessa perspectiva dos currículos, inclusive da nova Base Nacional Curricular Comum, o conceito de localidade, faz um levantamento do que os alunos sabem sobre o seu bairro, a sua cidade; pontos de referência; história, localização no Estado de São Paulo, atividades econômicas e composição territorial (área urbana e rural), curiosidades etc. E essa aprendizagem é essencial para a noção de pertencimento dos sujeitos inseridos em sua comunidade.
      Cito esse exemplo, dessa experiência particular como professor da rede pública de Ribeirão Preto, pois possibilitou aos meus alunos uma aprendizagem significativa, a partir dos seus olhares e suas vivências. Essa prática me remete ao grande pensador brasileiro Paulo Freire, que escreveu que “ a leitura do mundo precede a leitura da palavra” ou seja, ler o mundo significa ler os signos, as palavras, os sinais, o seu entorno, etc. Quer dizer que mesmo que não seja alfabetizada, a criança entende o que se passa ao seu redor, e não só entende, mas também aprende. Aliada a aprendizagem da escrita e da leitura, ela amplia essa aprendizagem, de mundo.
      Dessa maneira, acredito cada vez mais nessas iniciativas, como a do Nos Propomos, pois uma aprendizagem dentro de uma perspectiva de cidadania e transformação social.
      Fábio Augusto da Silva Lima. Graduado em Pedagogia e História. Especialização em Ética, Valores e Cidadania pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO/FFCLRP-USP. Professor da Rede Municipal de Ensino de Ribeirão Preto - SP

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  4. O estudo da localidade é, de fato, muito difícil de ser encontrado em manuais didáticos, principalmente se a busca for através da perspectiva histórico-dialética. Estudar a localidade e propor projetos de ação sobre o espaço mais próximo de cada cidadão em idade escolar é um objetivo audacioso, principalmente em tempos de retrocesso, num país como o Brasil, em que se observa uma ameaça de militares tentando tomar o poder em nossa pseudodemocracia, com o intuito de estabelecer uma ditadura, inclusive pedida por muitos, principalmente por aqueles que não vivenciaram tal período histórico cruel.
    O projeto Nós Propomos! empodera os alunos na sua condição de agente local. Forma de maneira crítica o cidadão que pode transformar o seu lugar de modo a atender os interesses de um coletivo, levando à melhoria do seu espaço, conduzindo-os a perceberem-se como interventores da sociedade que compartilham e a entenderem o que é posicionamento e ação política.
    A proposta do Nós Propomos! conduz práticas de ensino significativas. Poder participar deste projeto nos dá mais forças para combater todos os discursos e acontecimentos que colocam as pessoas não na condição de cidadãos, mas como consumidores. Ações do atual cenário político brasileiro, que contrariam a ideia de amenizar as desigualdades sociais, vão de encontro ao que apregoa o neoliberalismo. Tomaz Tadeu da Silva (1997) escreveu há 20 anos algo que nos soa como atual, considerando que a estratégia neoliberal de conquista hegemônica se ocupa do campo educacional como um dos elementos passíveis de serem utilizados como técnica de governo, regulação e controle social. Entretanto, o autor não nos deixa desamparados na condição de professores, afirmando a mesma ideia que vejo exposta pelo Nós Propomos! Assim, com uma citação Silva, cuja dissertação vem de encontro com os objetivos do projeto, aconselho que nos encorajemos a considerar o desafio:
    “O papel dos/as educadores/as num tempo e numa configuração como essa [do neoliberalismo] torna-se ainda mais crucial. É importante não se render a uma ofensiva que pretende transformar radicalmente não apenas a política da pedagogia, mas também a pedagogia da política. É também extremamente importante que criemos e recriemos nossas próprias categorias, que definamos e redefinamos as metáforas e as palavras que nos permitam formular um projeto social e educacional que contraponha àquelas definidas e redefinidas pelo léxico da retórica neoliberal. Educadoras e educadores precisam, mais do que nunca, assumir sua identidade como trabalhadoras/es culturais envolvidas/os na produção de uma memória histórica e de sujeitos sociais que criam e recriam o espaço e a vida sociais. O campo educacional é centralmente cruzado por relações que conectam poder e cultura, pedagogia e política, memória e história. Precisamente por isso é um espaço permanentemente atravessado por lutas e disputas por hegemonia. Não assumir nosso lugar e responsabilidade nesse espaço significa entregá-lo a forças que certamente irão moldá-lo de acordo com seus próprios objetivos e esses objetivos podem não ser exatamente os objetivos de justiça, igualdade e de um futuro melhor para todos.” (1997, p. 28).

    Por isso, também, quero agradecer a todos os companheiros do Grupo de Estudos da Localidade – ELO, que vem há tempos compartilhando das mesmas angústias das experiências vividas dentro de sala de aula e ao Professor Doutor Sergio Claudino, pela sua audácia que nos inspira. Parabéns por tamanha coragem!
    Sonara da Silva de Souza. Licenciada em História, Geografia e Pedagogia. Aluna do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP/USP). Membro do Grupo ELO. Professora de Geografia da rede estadual paulista.
    Referência: SILVA, T. T. A “nova” direita e as transformações na pedagogia da política e na política da pedagogia. In: GENTILI, P. A. A. e SILVA, T. T. (Orgs.). Neoliberalismo, Qualidade Total e Educação – visões críticas. Petrópolis: Vozes, 1997.


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